Trilha sonora para Paris
Enquanto preparo minha viagem, não pode faltar uma trilha sonora para acompanhar o clima e também para melhorar meu pobre francês. Compartilho, então, com vocês, alguns dos meus cantores favoritos. Alguns são franceses, outros não.
Para dançar até cair, não há nada melhor que o Alliance Ethnik. Uma mistura de funk, soul, rap e merci beaucoup, essa banda já nem existe mais, até onde sei, mas o som não passa de moda. Outra legal para dançar é folk-punk (!!!) da Olivia Ruiz, que canta em francês e espanhol. O disco La Femme Chocolat é ótimo do começo ao fim! Outro punk-folk-sei-lá-o-que é o Da Silva. Se não fosse pelo nome Emmanuel, pareceria até nome de pagodeiro, mas o cara tem uma voz rouca deliciosa, toca um violão violento, usa jaquetas de couro, é tatuado e bonitão. O Décembre en été é o melhor disco dele, na minha opinião. Outra bem dotada da chanson française é a Camille, que canta, bate palma, faz o coro, é uma Bob Mc Ferry francesa e branca – uma delícia de escutar. Um moderninho que estou curtindo ultimamente é o JP Nataf, meio sessentoso, melódico, também bem gostoso.
Outra mulher maravilhosa de se escutar é a Agnès Jaoui, atriz, diretora e roteirista de cinema, e cantora nas horas vagas (ou vice-versa, não sei bem). Ela canta em francês, em espanhol e em português de Portugal. É dela uma das versões mais bonitas que escutei da música “O meu amor”, do Chico Buarque. Talvez seja pelo sotaque francês que torna todo amor amour… Essa versão está no CD Canta, de 2006. Também desse nível de profundidade criativa está a maravilhosa, imortal, porém finada, Lhasa de Sela. Essa mexicana-estadunidense-canadense cantava em espanhol, francês e inglês. Os três CDs que ela gravou são ótimos, mas os dois primeiros, na minha opinião, superam o último. Ela morreu este ano, vítima de um câncer. Vai deixar saudade!
Além desses, há dois CDs deliciosos de coletâneas de músicas francesas: um se chama Duos tôt Ou tard, que são duos maravilhosos de vários tipos. Entre os cantores, estão a Lhasa e a Agnès Jaoui. Outra coletânea bem gostosa, mais tradicional, é o Jazz Café Paris, com aquela velha guarda: Edit Piaf, Charles Aznavour, Jacques Brel, Henri Salvador. Junto com esses clássicos, coloca também algumas delícias da Françoise Hardy, do Sergei Gainsburg (Je t’aime – moi non plus) e de sua filha Charlotte Gainsburg (principalmente o CD 555), e a voz gostosa da primeira dama francesa, Carla Bruni, no seu primeiro CD.
Se alguém tiver dicas de novos (ou velhos) cantores para me passar, é só deixar um comentário aqui!
Deixo aqui um videozinho do Da Silva para vocês!
*Reproduced without permission but with my best intentions.







Lucy, antes de tudo, adorável seu blog, além de útil para quem – como eu – esta prestes a iniciar uma jornada estrangeira, sozinha e feliz. Na leveza de seus textos (já passei por alguns aqui) cheguei a este e quero deixar um contribuição (grata) para este post: descobri este cantor francês antes mesmo de planejar minha viagem. Trata-se de Guillaume Grand. O link que deixo traz no nome um verso de uma de suas músicas, inclusive. “Toi et Moi”. Deixo também um vídeo que está postado por lá da música “L’amour est laid”.
http://www.youtube.com/watch?v=hM_zXnJRuSE
Grata por suas gentis e suaves impressões sobre o mundo. Começar minha viagem com suas Flanâncias contribui para encontrar um tom todo especial.
Abraços, Clarissa
Obrigada, Clarissa, pela visita e pela dica! Que legal seria se todo o mundo que passa por aqui deixasse uma contribuição assim
Um abraço!