A zona de Lucrecia Martel
Há no cinema e na literatura uma habilidade (escassa) de transmitir silêncios que, diante do artista capaz de fazê-lo, como Antonioni ou Bergman, só nos resta abrir a boca e deixar o queixo ali, caído. Podemos acrescentar a cineasta argentina Lucrecia Martel a essa pequena lista de retratistas da intimidade, na qual a comunicação é caótica e o silêncio é sempre
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