O segredo mais bonito de Roma

3 · 15 · 2011

Quem não gosta de uma história de mistérios, aventuras, misticismo e tradições velhas e, às vezes, cabeludas? O Dan Brown não é nenhum tonto e sabe o que o povão gosta de ler. Quando nos aproximamos a uma história assim, entendemos o sentido que há séculos povoa o imaginário dos viajantes: a descoberta de novas culturas e seus mistérios. Hoje, com tudo já trilhado, o mais perto que estamos desse desbravamento são as descobertas que fazemos para nós mesmos, aprendizados e, quem sabe até, surpresas!

O melhor de Roma – sem desmerecer o Museu do Vaticano, a Santa Maria de Trastevere, a Fontana di Trevi e os spaghetti alla carbonara – foi revelado para mim em uma pracinha afastada de tudo, pelo buraco de uma fechadura, na Piazza Dei Cavalieri di Malta, depois de subir uma rua que sai da frente do Circo Massimo.

Primeiro, eu nunca tinha ouvido falar que uma praça em Roma pudesse ter status de organismo independente e capaz até mesmo de emitir passaportes, com representantes na ONU e tudo; mas, até aí, nada que um pequeno poderio religioso e previamente bélico não explique.

Piazza Cavalieri di Malta

Conforme li na Wikipedia, a Ordem de Malta é irmã da Maçonaria, fundada na Terra Santa no século XI para ajudar os peregrinos durante as Cruzadas. Com traços primordialmente militares nos seus primórdios, hoje ela funciona como uma organização humanitária com milhares de cavaleiros, damas e voluntários. Na Internet, caldo de cultivo para informações duvidosas, há diversos sites falando sobre os mistérios, os símbolos, a história da ordem em Portugal (lembrem-se de que nós conhecemos a cruz de Malta pelas caravelas portuguesas da colonização), além da suposta rivalidade com os Templários. Não quero entrar nesse lamaçal aqui, embora possam aparecer “causos” de arrepiar.

Na foto acima, por exemplo, está o brasão dos Cavaleiros de Malta, repleto de símbolos misteriosos que se conjugam com outros elementos espalhados pela praça, os quais não soube identificar. Porém, tudo isso é menor quando você olha pelo buraco da fechadura. Primeiro, vem o susto digno de um bom pulo. Depois, infelizmente, você tem que deixar o seu acompanhante olhar também (se tiver a sorte de ter pouca gente na praça para olhar pelo buraquinho). Aí você pode se sentar na praça, tentar encontrar os símbolos maçônicos ou divagar sobre a história do cristianismo e como chegamos aonde estamos, tudo o que a Igreja Católica representou e o que representa hoje, como ela esteve vinculada tanto às artes quanto às conquistas, e hoje parece muito mais fácil encontrar o argumento para detrai-la que para valorizá-la (começando por mim). Finalmente, antes de ir embora, outra olhadinha pelo buraquinho…

Piazza Cavalieri di Malta

Lógico que eu não vou falar aqui o que se vê desse buraco e para aqueles que sentirem a tentação de procurar na internet, sugiro que não o façam! Reservem um tempinho para essa visita quando estiverem em Roma. E quem conhece o segredo, não conte aqui (eu não aprovarei o comentário :) )! É dessas poucas experiências que nos fazem sentir como os viajantes de antigamente, que descobriam um mundo cheio de enigmas.

Piazza Cavalieri di Malta

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6 comentários

  1. Priscila says:

    Com esse “texto aguçativo”, eu fico com ainda mais vontade de ir a Roma ou algum outro lugar que eu possa descobrir o meu próprio “segredo mais bonito”!! rsrs

  2. Lucy says:

    Esse segredo de Roma é imperdível! :)

  3. Junior says:

    Gente, fui pra Roma mes passado e esqueci de olhar no buraco da fechadura! Pelo menos coloquei minha mao na “Boca Della Verita” rsrsrs

  4. jose gatto neto says:

    LUGAR FANTÁTICO

  5. Lucy says:

    Verdade, José! :)

  6. Lucy says:

    Da próxima vez, não perca, Júnior! Roma está sempre lá…

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